Acabei de chegar de volta a Barcelona depois de um mês no Brasil e já fui logo para uma oficina com o pessoal de Karlskrona. No fim, 5 semanas com muitos agitos com os amigos e família.
Além das maravilhosas conversas e reencontros com todos que foram acontecendo nos entrementes, o mês começou com o Conexão Borboleta na Serra do Cipó, onde eu reaprendi aos 45 minutos do segundo tempo que tem sim uma coisa pra eu fazer nesse mundo. E reaprendi ouvindo alguém falar de amor, de conexão, de espaços. Fiquei com essa música.
Depois foi ótimo estar em Belo Horizonte e em Brasília com um monte de gente especial. Maravilhosos hosts que adoram as cidades em que moram – e deu pra sentir o que isso significa. Em cidades bem diferentes, as características não importam, o que importa é boniteza dos olhos.
Fizemos um fim de semana com as Dinâmicas Humanas – foi muito bom estar em contato com o tema, mas acima de tudo de poder anfitrionar como aprendiz, ouvindo o jeito de fazer das minhas companheiras que também há muito eu não via, muitos menos trabalhava. Foi um ótimo fim de semana de revisitas a gente querida.
Na semana seguinte teve encontro com o pessoal do ELOS, gente nova no Hub e mais uma bateção de perna para conhecer pessoas legais que perambulam atualmente por São Paulo. Foi a semana em que meu irmão se casou (claro, teve festa), e foi duro mas divertido poder reconhecer a família que mudou um pouco com os anos, mas o sorriso, claro, continua. :)
A última semana aconteceu com o Art of Hosting no Brasil (veja as fotos que a Francis tirou). Foi muito bom ver esse encontro acontecendo “de havaianas”, como nós o apelidamos. Tirou um pouco o jeito ‘instituição do aprender’ que as vezes me parece. Foi rigoroso (porque eu sou rigoroso, né? :), mas leve. Gostei do encontro e gostei mais de ver pessoas queridas que conheço de lugares diferentes se encontrando e conversando – não qualquer conversa, as significativas, é claro.
Voltei para a Zoropa e fui para Karlskona – revi os amigos de lá, o lugar e a nova turma que está no mestrado este ano. Foi mais um Dinâmicas Humanas, com mais ou menos 50 pessoas. Começamos dançando, para o pessoal parar com essa idéia de que eu faço palestra, e depois as conversas foram fluindo. Algumas pessoas (as fisicamente centradas, para quem conhece do tema) fizeram comentários ótimos e fiquei contente de rever o impacto de se descobrir e se aceitar como alguém que funciona de uma forma diferente da que se espera em muitos ambientes ocidentais de hoje – e o imenso valor que isso tem. Fantástico.
Cheguei de volta a Barcelona hoje e fiquei pensando nessa experiência de 5 semanas. Pensei bastante, mas foi mesmo no momento de me desligar de tudo isso que se apresentou o valor dessa jornada e das amizades, tanto as que estão aqui pertinho quanto as do outro lado do oceano. Foi lendo Harry Potter (!?), que estou lendo agora o sétimo e último livro em catalão, que me fixei na passagem que a autora coloca no epílogo – passagem que vou copiar na linguagem que li, deixando o link para o original em inglês que achei na internet aqui.
A dica do catalão é uma só: mirall = espelho. O resto entende-se, creio eu.
Foram 5 semanas de presentes. Muito obrigado.
Tags: art of hosting, barcelona, Belo Horizonte, Brasil, Brasília, conexão borboleta, dinâmicas humanas, ELOS, encontro, harry potter, Hub, Karlskrona, são pauloLa mort no és sinó travessar el món, tal com els amics travessen els mars: continuen vivint l’un en l’altre. Hi són presents per força, en allò que estimar i viure tenen d’omnipresent. En aquest mirall diví es veuen cara a cara; i la seva conversa és lliure, i també pura. Aquest és el consol que donen els amics: que, per molt que es digui que moren, la seva amistat i la seva companyia són, en el sentit més noble, sempre presents, perquè són immortals.
WILLIAM PENN, Més fruits de solitud

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