Convite para Olhar de Novo

Ainda lembro muito claramente uma frase que ouvi em Porto Alegre, num Fórum Social Mundial de uns anos atrás.

Um ponto de vista é apenas a vista de um ponto.

Leonardo Boff

E ao mesmo tempo que sabemos que existem muitos pontos de vista neste mundo, também sabemos que pontos de vista compartilhados nos ajudam a viver juntos em comunidade, são matéria-prima de nossa cultura global, regional e local. Mas e quando um ponto de vista coletivo deixa de ser um serviço e passa a ser um des-serviço? Recorro a uma bonita pergunta que aprendi com Sandra Janoff e Marvin Weisbord que me ajuda a olhar para este tema:

Which are the differences that make a difference?

Quais são as diferenças que fazem a diferença?

Diferenças que fazem a diferença nos dão banho de diversidade – diferenças que não fazem a diferença são meros estereótipos. Eu diria então que fazer a diferença é bem contextual.

Tenho visto que grande parte do trabalho do aprendiz e do que convida à aprendizagem é olhar com atenção ao contexto e fazer essa pergunta para si.

Desde que minha grande amiga Marge Schiller me enviou este vídeo abaixo, tenho mostrado em todos os cursos de Investigação Apreciativa – e as vezes em outras ocasiões também. Descobri com a ajuda do Jarbas que agora tem legenda em português.

Parte do estar a serviço é transformarmos os estereótipos de quem somente ouviu uma única história e os padrões de quem se conta a mesma história desde sempre, já que o sempre sempre acaba. Exceções, até hoje, nos ensina o velho provérbio inglês Nothing is certain but death and taxes.