Desocupe-se: Teoria da Conspiração

Essa é a estória daqueles – pessoas, grupos ou países – que se ocupam do que acontece lá fora para não precisar olhar para o que acontece dentro.

Já refleti nesse assunto quando no plano pessoal: para alguns assistir novela (BBB, esportes, jornal nacional, etc) é uma forma de ocupar-se com emoções e acontecimentos dos outros para não olhar para as suas próprias.

Estava olhando para isso nas relações internacionais depois que assisti este vídeo que um amigo me passou (está em inglês e tem 37 minutos):

 

 

 

Conectei com duas notícias atuais: Tibet e vídeo sobre o Islam lançado na Holanda.

Notícias do Tibet que geraram confrontos diplomáticos nas Nações Unidas entre norte-americanos e chineses. No plano virtual também as notícias são interpretadas de formas diferentes – não tanto no mass media, já que estou exposto à mídia do oeste e não leio chinês, mas as divergências certamente ficam claras no plano virtual e conversando com colegas: chineses, descendentes de chineses e demais.

Me sabendo ignorante sobre o assunto, não clamo por nenhum lado, mas vejo um padrão da mídia internacional e quem sabe da política norte-americana em apoiar-se em eventos internacionais para que seus próprios assuntos fiquem para depois. Guerras devem ser os eventos que mais funcionam já que tem presidente louco para achar mais uma.

E na Holanda as respostas reativas, incentivadas pelo medo que cada lado carrega, geram mais ressentimento, mais medo, mais eventos que representam passos para trás. Um bom dilema do prisioneiro.

Com isso não quero dizer que nada acontece no Iraque, no Tibet ou na Holanda. Não digo que não se deva prestar atenção nos fatos, só levanto a teoria da conspiração – que, se serve para algo, é para refletir: com todo mundo ocupado com estes eventos, será que um dia se olha para onde se quer chegar?

Por esse motivo acho o vídeo acima inspirador. Com abertura, podemos falar dos assuntos que estão hoje, mas não usa-los como pílulas de emoções e ressentimentos.

Sim, podemos fazer diferente. Para isso, paradoxicamente, para ficar mais antenado é preciso desocupar-se.