Escolas matam a curiosidade?

Refletia sobre curiosidade e sobre a arte de fazer perguntas quando recebi essa frase de uma amiga:

Quando consideramos os aspectos sutis do conhecimento e aprendizado, levamos os outros para a profundidade.

Será que uma pessoa que não é curiosa pode fazer intervenções que despertem a curiosidade? Estava conversando sobre a tendência geral de se fazer pergunta para testar ou aconselhar – essas perguntas normalmente retóricas, aquelas que você pergunta sabendo a resposta. Nada de curiosidade.

As vezes as perguntas retóricas (como em Como se formam as nuvens?) são um disfarce a perguntas curiosas (Como vocês acham que se formam as nuvens?). A curiosidade não está somente no conteúdo, mas o curioso para você, neste caso, pode ser o que imaginam os demais da formação das nuvens. Enfim, não se trata de perguntar somente o que você não sabe, mas encontrar o que você não sabe (e está curioso) dentro da pergunta que faz.

Sobre a frase: talvez não levemos ninguém a lugar nenhum, mas certamente convidamos para a profundidade quando entendemos e utilizamos a sutileza das perguntas, mais como uma representante da nossa curiosidade genuína do que como uma técnica metodológica.

Educadores só deveriam fazer perguntas curiosas.