Gal, Garland, Domingo e Zappa

Vendo num programa com Gil, Caetano e Gal conversando sobre as emoções que Judy Garland passava para os dois e não passava pra ela: eu gostava, mas nunca me emocionei. E talvez seja uma beleza que toca uns e outros não. Como todas?

Nossa Beleza de Conversa me conversou que o que faz do ótimo, espetacular, é o sopro de vento que faz mover catavento, sopro que não se vê, mas se sente. Não vai poder ser escrito e, se for, talvez não em prosa, porque não fica leve como deveria.

Nossa conversa teve esse começo:


Frank Zappa
“Information is not knowledge. Knowledge is not wisdom. Wisdom is not truth. Truth is not beauty. Beauty is not love. Love is not music. Music is THE BEST…”

E não teve fim. Mas pra mim ficou a sensação de que todo mundo viu a Beleza de forma muito clara, só não deu pra explicar. :)

Caetano Veloso:
“e aquilo que nesse momento se revelará aos povos
surpreenderá a todos não por ser exótico
mas pelo fato de poder estar sempre
estado oculto quando terá sido o óbvio”

E mando a minha contribuição, que não consegui explicar lá:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9mXHRT4_YqQ]

No puede ser; esa mujer es buena.
No puede ser una mujer malvada.
En su mirar, como una luz singular,
he visto que esa mujer no es una desventurada.

No puede ser una vulgar sirena,
que envenenó las horas de mi vida.
No puede ser, porque la vi rezar,
porque la vi querer,
porque la vi llorar.

Los ojos que lloran no saben mentir,
las malas mujeres no miran así.
Temblando en sus ojos dos lágrimas vi,
y a mí me ilusiona que tiemblen por mí,
que tiemblen por mí.

Viva luz de mi ilusión,
sé piadosa con mi amor.
Porque no sé fingir,
porque no sé callar,
porque no sé vivir.

de La Tabernera del Puerto (1936) – Pablo Sorozábal