Lugar de Criança é na Rua

Retirada a aprendizagem formal que hoje se concentra nas escolas e universidades, poucos são os espaços para aprender a conviver. Os espaços informais, para aprender temas específicos, são muitas vezes espaços de rede, temporários e descompromissados de relação.

Em espaços de comunidade costumava-se brincar na rua, na praça, no espaço público. Embora isso aconteça em alguns lugares, em outros “rua” é a denominação genérica de espaço público perigoso, sem segurança e onde todos, especialmente a criança, está em risco.

No formal, o espaço que é público de aprender está concentrado nas quatro paredes da instituição escola. Perde-se muito com isso, é claro, mas em cidades onde tememos a “rua”, lugar de criança não pode ser outro senão os seguros espaços escolares.

Seguro porque é onde muitas vezes tem comida, tem abrigo e tem suporte de outras pessoas. No mundo fora da instituição sobra o caos de “rua” e gente se protegendo em shoppings e condomínios fechados.

A institucionalização da nossa vida está de mãos dadas com a privatização dos espaços públicos, tanto de um modo geral como nos espaços de aprender.

Em vez de melhorar a escola, devemos colocar esforços para melhorar a rua. Nesta se aprende sem currículo, sem condução. Se aprende porque gente aprende em relação.

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